Dirigido pela mineira Tania Anaya, longa-metragem conta a história de Curt Nimuendajú, cientista social que reuniu a maior quantidade de dados a respeito dos povos indígenas brasileiros até o momento.
A animação Nimuendajú, da diretora mineira Tania Anaya, fará parte do CineBH 2025 – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte. O filme teve sua estreia mundial na prestigiosa secção Contrechamp do Festival de Animação de Annecy 2025. Com distribuição da O2 Play, Nimuendajú conta com o apoio de Spcine e Projeto Paradiso.
A sessão no CineBH é gratuita e acontece no dia 26 de setembro, às 20h, no Una Cine Belas Artes. A retirada de ingressos será na bilheteria do cinema, 60 minutos antes do início da sessão.
Já em sua 19ª edição, o festival é uma importante vitrine do cinema latino-americano e de suas questões sociais, políticas e culturais. Nimuendajú foi realizado em técnica de animação 2D e, com a proposta de preservar a identidade, o repertório estético, cultural, social e político, a diretora decidiu filmar as comunidades indígenas Apinayé (Tocantinópolis), Canela-Ramkokamekra (Maranhão) e Guarani (Rio de Janeiro), antes de desenhar a animação.
O longa é uma impactante cinebiografia do alemão Curt Nimuendajú, que desembarcou no Brasil no início do século XX, e aqui viveu por 40 anos entre povos indígenas. Ele se tornou também, um dos principais cientistas sociais do país ao reunir a maior quantidade de dados a respeito do assunto disponível até a atualidade. Ao longo de sua vida, ele estudou cerca de 50 povos originários do Brasil.
Este é o primeiro longa-metragem de Tania Anaya, que atua, há mais de 30 anos, no setor audiovisual e em cujo currículo se incluem curtas consagrados, como Balançando Na Gangorra, premiado no 5º Festival Internacional de Animação do Japão (Hiroshima, 1994), e Castelos De Vento, premiado com o Tatu de Ouro na 25ª Jornada de Cinema Ibero-Americano da Bahia (1998), e ainda Ãgtux, documentário e animação, premiado em vários festivais, entre eles o de Oberhausen, (Alemanha, 2007).
O ator alemão Peter Ketnath, que tem grande atuação em produções brasileiras, — entre elas, Passaporte para a Liberdade e Cinema, Aspirinas e Urubus —, dá voz a Nimuendajú, interpretando as intensas cartas escritas pelo personagem à irmã, que vivia na Alemanha, e ao amigo Carlos, relatando momentos críticos de sua trajetória pela terras indígenas. Ketnath também foi produtor associado do filme, junto a Anaya Produções Culturais, e coprodução da peruana Estúdio Apus.
Sinopse
O filme narra a história de Curt Unckel, alemão de nascimento, que se tornou um dos maiores cientistas sociais do Brasil. Ele chegou ao país aos 20 anos e viveu aqui até sua morte, em 1945. Por 40 anos, Curt conviveu com diferentes povos indígenas. Em 1906, quando os Guarani o batizaram de Nimuendajú, “aquele que encontrou seu lugar no mundo”, ele decidiu abandonar o sobrenome da família e adotar o nome indígena.
Sua trajetória é marcada pela busca incessante da compreensão de diversas culturas e pela vivência profunda com elas. Nimuendajú foi também uma testemunha indignada do processo de perseguição e expulsão dos povos indígenas de suas terras por latifundiários e pelo governo.











Leave a Reply