Uma fábula de emoções, legado e pertencimento.
Dirigido pelo mineiro Antonio Pedroni, o curta gira em torno de uma família composta por Francisco, sua filha Renata e seu neto Pedrinho. No ano da copa do mundo de 1994, Francisco encontra a poucos metros de casa um alienígena, que batiza de Romário e passa a construir uma forte amizade com ele. O extraordinário surge no cotidiano não como espetáculo, mas como espelho.
A presença de Romário nunca é tratada como um elemento de ficção científica tradicional, mas como um catalisador emocional. A amizade entre o idoso e o ser vindo de outro mundo é construída com ternura e simplicidade, permitindo que o roteiro explore reflexões profundas a partir de gestos mínimos. O filme entende que, muitas vezes, são os encontros improváveis que nos devolvem humanidade.
Há também uma camada existencial poderosa. Entre diálogos reflexivos e momentos de contemplação, o curta questiona as prisões internas que naturalizamos ao longo da vida: o medo da morte, o peso das expectativas, a repetição automática dos dias. Sem soar didático, o filme provoca o espectador a interromper o “modo automático” e encarar a própria finitude como parte da beleza de estar vivo.





Nosso Amigo Romário






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