Notícias Publicado em: 04/10/2019 Às 3:21 PM
James Franco é processado por abuso sexual por grupo de alunas de sua escola de atuação
Matheus Fragata
James Franco é processado por abuso sexual por grupo de alunas de sua escola de atuação (Reprodução)

O mais novo nome de Hollywood acusado de assédio sexual é James Franco. O ator é processado por um grupo de alunas de sua escola de atuação por conta das investidas incômodas do ator.

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Sarah Tither-Kaplan e Toni Gaal entraram com uma ação na justiça de Los Angeles, dizendo que o ator e seus sócios “se envolveram em um comportamento inapropriado e sexualmente difundido em relação às estudantes, sexualizando seu poder como professor e empregador ao oferecer oportunidades para papéis em seus projetos”.

Franco e seu parceiro de negócios Vince Jolivette abriram a escola Studio 4 em 2014, com filiais em Nova York e Los Angeles.

O processo alega que os estudantes pagavam US$ 300 por mês, pensando que estavam participando de uma escola de atuação legítima. Em vez disso, as mulheres alegam que foram submetidas à intimidação sexual e descobriram que aquelas que estavam dispostas a se despir na frente do ator e seus amigos receberam tratamento especial.

Como parte do currículo, Franco ministrou “aulas de mestrado” com cenas de sexo, de acordo com a denúncia. Nos testes para serem admitidos nas aulas, os estudantes eram pressionados a se envolver em atividades sexuais que iam muito além dos padrões da indústria. As audições eram gravadas e o ator revisava as fitas para ver quem poderia entrar na classe.

A queixa faz alegações de discriminação sexual, assédio sexual, fraude e propaganda enganosa. A ação representa duas classes de autodeclaradas vítimas: estudantes que foram exploradas sexualmente e todos os alunos do Studio 4, que a ação alega terem sido fraudados. Os advogados de ação coletiva, na empresa Valli Kane & Vagnini, estão procurando estudantes adicionais para se apresentarem como parte do processo.

As denúncias surgiram após James Franco ir ao Globo de Ouro de 2018, onde foi premiado pelo filme Artista do Desastre, com o broche do movimento “Times Up”, criado para ajudar vítimas de assédio sexual em Hollywood.

Sobre as acusações, o ator disse que “assume a responsabilidade pelos seus atos” e que está sempre disposto a se corrigir quando comete erros. Mas ressaltou: “As coisas que ouvi falar, que estão no Twitter, não estão corretas”.

O processo ainda se desenrolará até 2020.

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